quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Por que o Rio foi na contramão do que dizem os especialistas?


As cidades que sediaram as Olimpiadas usaram a oportunidade para investir em áreas degradadas, mas a cidade do Rio de Janeiro optou em gastar com a Barra da Tijuca, em franca expansão imobiliária, grande parte dos recursos. O que dizem os especialistas?

Só querem privilegiar o mercado. Veja o que ocorre aqui no Rio com as Olimpíadas. Boa parte dos investimentos foi para a Barra, onde já existe infraestrutura básica. Por que não privilegiaram as áreas degradadas mais próximas ao Centro?

Luiz Fernando Janot, conselheiro federal IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil)

 Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/luiz-fernando-janot-critica-modelos-de-desenvolvimento-sem-integracao-entre-bairros-16313860



“O Rio deu as costas por muito tempo para a Zona Norte, que é a área mais consolidada da cidade. As pessoas estão indo embora de Bonsucesso. Não dá para construir habitação social em algumas áreas da Zona Oeste, onde não há nem cidade, e deixar a Zona Norte se esvaziar”

Clarisse Linke - vice diretora do ITDP Brasil


"O professor adverte que o poder público precisa investir para melhorar os índices sociais do subúrbio carioca, notadamente a região administrativa de Ramos, na Zona Norte, à qual pertence Bonsucesso.

É fundamental para o Rio de Janeiro que a qualidade de vida avance em bairros do subúrbio, e não apenas onde estão os formadores de opinião. Muitas áreas sofrem com décadas de degradação. Qualquer urbanista hoje considera que a cidade deve se expandir para as áreas mais carentes, e não para o Recreio dos Bandeirantes”

Mauro Osório - Professor na UFRJ

Fonte: http://odia.ig.com.br/noticia/observatorio/2014-08-17/urbanismo-aliado-ao-transporte-propoe-remodelar-bonsucesso.html




"Estamos privilegiando uma zona da cidade já privilegiada, estimulando ainda um aumento histórico da especulação imobiliária. De quem são os interesses por trás disso? O (prefeito) Eduardo Paes foi subprefeito da Barra e todos os interesses econômicos da reigão estão por trás dele"


Christopher Gaffney - especialista no legado urbano de grandes eventos esportivos

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/copa-do-mundo-e-olimpiada-investimento-publico-lucro-privado




"Pelo projeto Rio 2016, a Barra concentrará a maior parte dos equipamentos esportivos e a própria Vila Olímpica. Isso pode significar que o restante da cidade, especialmente os bairros do subúrbio, onde estão os maiores problemas de infraestrutura, poderão continuar como os grandes esquecidos pelo poder público, apesar das Olimpíadas?

Sérgio Magalhães: Os recursos serão muito importantes. Mas, se forem dirigidos prioritariamente para a Barra, a cidade vai sofrer muito. E a grande mudança que uma Olimpíada pode trazer vai ser minimizada porque o conjunto da população terá menos oportunidades do que teria, por exemplo, se os Jogos Olímpicos se concentrassem na área portuária. O Porto, agora, está disponível. Quando as Olimpíadas foram programadas, não havia o acordo entre os três níveis de governo. Os terrenos do Porto estavam impossíveis. Isso mudou. "

Sérgio Magalhães - presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil

Fonte: http://www.oabrj.org.br/noticia/59264-em-entrevista-urbanista-critica-concentracao-de-recursos-das-olimpiadas-na-barra-da-tijuca




"Ferreira explorou também a escolha da Barra como coração dos jogos olímpicos de 2016, com a construção de locais como a Vila Olímpica e Paraolímpica e a Vila de Mídia, entre outros investimentos. "Para fazer o projeto, o Comitê Olímpico pegou o que seria mais fácil para ganhar o concurso, a Barra", disse Ferreira, referindo-se à candidatura da cidade junto ao Comitê Olímpico Internacional. Mas assim, ponderou, "o legado vai para os lugares mais ricos da cidade. A cidade deveria ter definido que a Olimpíada só deveria ser aqui se e somente tivesse um legado para a cidade". Contestação, admitiu Ferreira, que deveria ter sido feita à época da elaboração do projeto: "Nós, arquitetos, somos culpados, pois não falamos nada na época". Em Londres, o centro das Olimpíadas foi no East End, região degradada que se beneficiou dos grandes investimentos proporcionados pelos jogos "

Flavio Ferreira - professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

Fonte: http://www.iets.inf.br/article.php3?id_article=2022



“As Olimpíadas, com seus BRT’s direcionados para a Barra da Tijuca e com a totalidade de seus equipamentos habitacionais na própria Barra, além da maioria dos esportivos, contrariam frontalmente a posição dos arquitetos do Rio de Janeiro e as últimas tendências internacionais: as Olimpíadas, ao invés de democratizar a cidade torna-a mais elitista.”

Flavio Ferreira - professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU)

Fonte: http://www.iab.org.br/noticias/especialistas-criticam-mudanca-da-vila-de-midia-e-arbitros


Londres: uma referência?


Londres, sede das Olimpíadas de 2012, também aproveitou a ocasião para regenerar de forma social, ambiental e física de uma de suas últimas reservas de terrenos: uma área industrial abandonada e degradada no distrito de Stratford,região leste da capital.

http://www.urbansystems.com.br/reports/ler/olimpiadas-o-legado-de-barcelona-a-experiencia-de-londres-e-as-perspectivas-para-o-rio-de-janeiro

Ao contrário de Londres, onde a hospedagem dos atletas deu lugar a moradias acessíveis numa área revitalizada da capital britânica, no Rio os prédios seguirão a lógica do alto padrão, com direito aos "Jardins do Rei", com mais de 70 mil metros quadrados, e apartamentos que podem valer mais de R$ 1 milhão.

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150809_construtora_olimpiada_jp



Se em Londres optou-se por resgatar um região industrial abandonada, e no Rio havia a Lei abaixo decretada pelo próprio Prefeito que referencia o que foi feito em Londres:




Lei Complementar n.º 116 de 25 de abril de 2012.


Cria a área de especial interesse urbanístico da Avenida Brasil, define normas para incremento das atividades econômicas e para reaproveitamento de imóveis em áreas das zonas industriais e ao longo de corredores viários estruturantes da AP-3 e da AP-5 e dá outras providências.

Autor: Poder Executivo

O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Câmara Municipal decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar: 

Art. 1º A ocupação urbana no Município se orientará segundo os vetores de crescimento abaixo relacionados e já definidos nos incisos I, II, III e IV do art. 33 da Lei Complementar nº 111, de 1º de fevereiro de 2011 – Plano Diretor da Cidade:

I – pelo adensamento da população e das construções preferencialmente nas vias estruturadoras da Zona Norte; 

II - pela reconversão de edificações;
III - pela ocupação de vazios urbanos;
(...)


Fonte: http://www2.rio.rj.gov.br/smu/buscafacil/Arquivos/PDF/LC116M.PDF

Porque o discurso foi diferente da prática e a própria Lei emitida foi ignorada???



Sinal verde para revitalização da Avenida Brasil




Ficou só no texto, ainda em 2011:


http://extra.globo.com/noticias/rio/sinal-verde-para-revitalizacao-da-avenida-brasil-1821920.html


Mesmo com o  Plano Estratégico da Prefeitura do Rio de Janeiro 2009 - 2012 tendo este diagnóstico:
"Há um grave desequilíbrio no nível e dinamismo econômico entre as diversas regiões da cidade (Barra x zona da Leopoldina, por exemplo). A carga tributária excessiva, as barreiras burocráticas (abertura/ fechamento de empresas, licenciamento ambiental, pagamento de impostos), os índices de criminalidade, a falta de investimentos em infraestrutura e o desrespeito aos direitos de propriedade e às regras de mercado são os principais obstáculos para o crescimento econômico da cidade."

http://www.riocomovamos.org.br/arq/planejamento_estrategico.pdf

Esqueceram a zona da Leopoldina.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Análise geográfica de disponibilidade de lazer


A própria prefeitura do Rio disponibiliza informações que indicam os problemas.

Utilizando tecnicas de Geoprocessamento automatizado, onde mapas são comparados e geram resultados mensuráveis, e dados públicos de uso de solo e de limites geográficos de bairros da cidade, ambos disponibilizados pelo IPP (Instituto pereira Passos) com referência ao ano de 2012:


Mapa de Uso de Solos, onde indica o que há em cada bairro e a metragem utilizada
 
Mapa com os limites de bairros e lotes.

Fontes dos mapas:
 http://portalgeo.rio.rj.gov.br/mapa_digital_rio/?config=config/ipp/usosolo.xml
 http://portalgeo.rio.rj.gov.br/mapa_digital_rio/?config=config/ipp/basegeoweb.xml


Foi possível avaliar bairro a bairro da cidade do Rio de Janeiro com relação ao total de área residêncial e a respectiva área de lazer disponível. As conclusões indicam que principalmente a Área de Planejamento 3, na zona norte da cidade, são as menos favorecidas com estruturas básicas de lazer,  mesmo em bairros predominantemente residenciais.

As áreas de Planejamento do Rio de Janeiro, segundo a Prefeitura do Rio.


A Área de Planejamento 3 é descrita no Plano Diretor da cidade, que rege o desenvolvimento urbano do Rio,  como a "Macrozona de Ocupação Incentivada - é a Zona Norte, o Subúrbio e parte do Centro. Aqui, a ocupação será estimulada, principalmente nas áreas já dotadas de infraestrutura, mas que nos últimos anos sofreram esvaziamento e deterioração", porém as indicações de estimulo a ocupação na área não refletem uma politica pública eficiente no que tange a áreas de lazer:

Podemos observar que Ramos está entre os 25 piores bairros, entre o total de 162 bairros cariocas, em disponibilidade de área de lazer, quando relativizamos área residencial e área disponível para lazer em m². Uma curiosidade: Os bairros da Lagoa e da Glória tem mais áreas destinadas ao lazer do que área residêncial.

De 2012, data da informação do mapa disponibilizado pelo IPP, até 2015, a Prefeitura acertou com o Parque Madureira que melhorou o indicador de Osvaldo Cruz, e com a área de lazer do entorno do Estádio João Havellange que melhorou o indicador do Meier, bairros mapeados entre os piores na relação área residencial / área de lazer.
Ao mesmo tempo a Prefeitura errou com a Transcarioca em Ramos, que também estava ruim no ranking e piorou consideravelmente, com o uso integral ou parcial das áreas de lazer do bairro como parte do trajeto do corredor BRT:






segunda-feira, 22 de junho de 2015

Em 2016: Olimpíadas no Rio de Janeiro e 130 anos do bairro de Ramos


Ofuscado pelo evento olímpico, ano que vem Ramos fará 130 anos! Mas este aniversariante tem motivo para festa? Resgatemos o aniversário de 102 anos:


Em 1988, esta era a manchete do Jornal de Bairros do Jornal O Globo
Apesar da baixa qualidade do original, chama a atenção que o subtitulo fala da violência no bairro. Alguém consegue identificar um tema mais atual? Desordem urbana, violência e inversão de valores fazem parte de nosso dia-à-dia.

Última festa de Ramos:


No que evoluímos de 1988 para cá? Foi feita a Transcarioca, inserindo mais mobilidade, mas a que custo aos moradores do bairro? Retratos de violência vem sido feitos na mídia pelos usuários do sistema, onde assaltos e arrastões se tornaram recorrentes:

http://oglobo.globo.com/rio/homem-esfaqueado-dentro-de-onibus-do-brt-durante-assalto-na-estacao-de-olaria-16491324#ixzz3dWaLwxfA

Mas sim! Tivemos uma grande festa de inauguração com a presença da Presidente Dilma no bairro! Para inaugurar o viaduto Renatinho Partideiro:

A festa de inauguração em junho de 2014, SOBRE o viaduto Renatinho Partideiro, em Ramos (Fonte: Site do Planalto - Divulgação Oficial)
Muito embora, para a população de Ramos, a festa tenha sido retratada assim:

Não havia motivo para comemoração SOB o Viaduto Renatinho Partideiro enquanto a festa rolava acima dele.

Mesmo um ano depois da inauguração da Transcarioca,  Ramos ainda não tinha o que comemorar:


Um ano depois, a prometida praça ainda é um terreno baldio, que serve de estacionamento, dentre outros usos não voltados ao lazer no bairro. Algumas mudas de arvores, que volta e meia são atropeladas, foi a unica intervenção feita pela Prefeitura do Rio.


O que acham dificil de enxergar?



Enquanto se vangloriam de que o Parque Madureira é a área de lazer para a Zona Norte, esquecem da dimensão geográfica desta, privando a zona da Leopoldina que dista quilômetros deste parque, de ter as suas crianças brincando saudavelmente:

http://extra.globo.com/noticias/rio/moradores-de-ramos-na-zona-norte-do-rio-ficam-sem-area-de-lazer-apos-obras-do-brt-15961591.html

Mas lembram de registrar quando a falta de opções se manifesta:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/01/imagens-mostram-criancas-brincando-no-meio-da-pista-do-brt-no-rio.html

Será que é tao difícil ver o obvio? As necessidades da população carioca desta região? A observação do repórter deixa evidente o que é constrangedor a um gestor público:

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/v/avenida-brasil-vira-area-de-lazer-durante-interdicao-das-pistas-no-feriado/3298809/

Nada mais surpreende: o abandono, a destruição e os projetos que só servem de noticia para reeleições:

http://odia.ig.com.br/portal/rio/um-final-feliz-para-cinemas-de-rua-1.415062

Enquanto isto, vivemos as portas de um aumento de gabarito, onde tentar-se-a aumentar as alturas dos prédios construídos no bairro, para que mais pessoas no Rio possam passar a privação de seus direitos básicos constitucionais de lazer e cultura:

http://vejario.abril.com.br/materia/cidade/projeto-quer-atrair-investimentos-de-1-bilhao-de-reais-para-a-zona-norte/


Perguntamos: qual investidor investirá em uma área onde até a Prefeitura já desistiu de investir? Sem Lazer, sem Cultura, sem Ordem Pública. Quem investirá este 1 bilhão de reais? Quais os atrativos desta região, depois que o BRT se mostrou um meio de transporte de violência entre os bairros?

Durante o grande desenvolvimento imobiliário que se viveu de 2010 a 2014, onde obras surgiam uma atrás da outra em bairros como Barra da Tijuca, Grande Tijuca e Zona Sul, onde as condições econômicas eram viáveis para este investimento: Ramos registrou um? dois prédios no bairro todo? E agora? Com o desaquecimento da economia? A quem a AEIU interessa?

O que interessa atualmente a população de Ramos está mais do que claro: Lazer, Cultura e Ordem Pública! Uma pequena fração do Legado Olímpico abundante em outros bairros.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

A nova Subprefeitura da zona da Leopoldina e o pleito da população de Ramos


A zona da Leopoldina agora esta dividida: Os bairros de Bonsucesso, Ramos e Olaria, além de Maré que não pertence a zona da Leopoldina, passaram a fazer parte da nova Subprefeitura da Ilha do Governador e Leopoldina:


Mapa representativo da Zona da Leopoldina, com seus respetivos bairros. Somente Ramos Olaria e Bonsucesso estão "sob nova gestão"

Estes ventos da mudança que sopram do litoral já foram até oficializados pela subprefeitura em seus logotipos:


Pelo menos no logotipo, a Subprefeitura vestiu a camisa
Mas e na pratica, o que muda? Em uma entrevista, Nelson Miranda, o subprefeito, fez sua apresentação e de suas ideias para a região:

Copia do Jornal O Globo de bairros falando das ideias iniciais da Subprefeitura
 Em meio a promessas para os bairros da Leopoldina, a posição deste blog foi levada em consideração: a necessidade de Ordem Publica. Ele cita a necessidade de uma UOP (Unidade de Ordem Pública) para a Leopoldina, que já posicionamos e indicamos a área física onde seria viável implanta-la.

Para que deixemos claro e de fácil condução, este é o resumo das propostas para o bairro de Ramos ao nosso novo subprefeito:

Proposta para as antigas praças destruídas e terrenos criados pela Transcarioca no bairro de Ramos e outras necessidades:


1. Estação BRT Ramos - Vassalo Caruso: na descida do viaduto Renatinho Partideiro, no espaço da antiga praça com pista de skate e quadra poliesportiva da rua homonima

O espaço disponível para a Estação Ramos - Vassalo Caruso entre os viadutos São Cosme e Damião, no lugar da praça inutilizada por efeito da Transcarioca

A passarela parcialmente destruída nas obras da Transcarioca permitiria a ligação dos dois lados de Ramos a nova Estação
Justificativa: a área ficou isolada pelas pistas do BRT, impossibilitando sua retomada como área de lazer. O espaço da praça caberia uma estaçao do mesmo porte da já construida em Olaria.
Cabe lembrar que a distância entre a estação Olaria / Cacique de Ramos e a estação Cardoso de Morais / Viuva Garcia é a maior de todo corredor entre estações (1,5km) e o centro comercial de Ramos, também área de maior ocupação residêncial, ficou exatamente no meio deste trajeto. Esta estação Vassalo Caruso permitiria maior uso do sistema pela população de Ramos, além de garantir o devido uso das áreas públicas de forma segura, já que hoje tornou-se moradia de sem tetos que perambulam pelas pistas do BRT.
Esta implantação seria acompanhada da reimplantação da passarela do viaduto São Cosme, desmontada durante a obra da Transcarioca no lado da Rua Vassalo Caruso, de forma a permitir que ambos os lados de Ramos beneficiem-se do BRT.

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2. Praça Renatinho Partideiro: sob o viaduto Renatinho Partideiro, em frente a estação de trens de Ramos na Rua Cardoso de Morais.

Retrato atual da área, sem calçamento, mobiliário urbano ou utilidade aos moradores

Outro lado do terreno abandonado, acesso pela Rua Aureliano Lessa, com o mesmo cenário de abandono, mas que já poderia ser um estacionamento.

Desenho proposto para a praça em frente a Estação de tens de Ramos, na Rua Cardoso de Morais.

Justificativa: o entorno é consideravelmente residencial, com grande fluxo de pessoas na estação de trens de Ramos e no ponto de onibus. Considerando este ponto de convergência social natural e o desprovimento do bairro de áreas de lazer, o terreno hoje abandonado em chão de terra seria uma compesação social pelo grande viaduto que cortou o bairro e ocupou outras praças.

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3. Unidade de Ordem Pública da Leopoldina: No grande terreno entre o corredor Transcarioca e a Rua Cardoso de Morais, na altura do 509.
Localização:https://www.google.com.br/maps/@-22.856242,-43.258578,3a,75y,200.11h,78.42t/data=!3m4!1e1!3m2!1s79Qctvs3RFdCcmY9RdKXcg!2e0?hl=pt-BR

A grande área publica, que originalmente era uma praça, e que ficou isolada aos fundos dos prédios da Rua Cardoso de Morais e pela pista do BRT
A área possui um acesso pela Rua Cardoso de Morais que comportaria a implantação da Unidade de Ordem Pública
Justificativa: respaldado pela própria visão do subprefeito, a zona da Leopoldina demanda uma UOP. Isto conciliaria a visão de ordem Pública do Subprefeito e a necessidade de segurança para os bairros da região, principalmente para Ramos.
Como é uma área recuada e escondida atrás de prédios, a recomendação é que realmente seja implantado um serviço público que seja capaz de assegurar a própria segurança e que ao mesmo tempo impeça a ocupação irregular a área.

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4. Nova Passarela sobre o BRT e o trilho do trem: No grande terreno entre o corredor Transcarioca e a Rua Cardoso de Morais, na altura do 509, junto a UOP

A passarela mais próxima da região é distante e abandonada, não atendendo como opção de circulação entre os dois lados de Ramos
A Estação de Trens de Ramos, não reformada, sem acessibilidade pois somente há escadas e que enche quando chove, é a principal ligação dos dois lados do Bairro.
A passarela seria exatamente entre a Estação de Ramos de Trens e a Estação de BRT da Cardoso de Morais / Viúva Garcia, atendendo aos dois usos junto as principais áreas comerciais e residenciais do bairro, assegurando a devida mobilidade através de rampas de acesso
A área comportaria a UOP e a Passarela, ligando a Rua Cardoso de Morais a Rua Uranos, o que  não existe hoje,



Justificativa: o grande terreno comporta também uma passarela, atendendo a um antigo pedido dos moradores para dar mobilidade ao bairro. A forma de acesso dos lados do bairro nas proximidades deste terreno limitam-se a uma passarela abandonada e perigosa a meio quilometro de distância ou a decrépita estação de Ramos, que não possui rampa de acesso e enche quando chove. Os cadeirantes do bairro não tem opções de transitar entre os lados do bairro nas proximidades da Estação de Trens de Ramos ou na Estação Cardoso de Morais / Viúva Garcia. Esta passarela ficaria exatamente no meio destes dois locais

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5. Reposição e compensação das áreas de Cultura e Lazer: A passagem da Transcarioca ocupou diversas praças e destruiu árvores pelo seu trajeto, e no bairro de Ramos ficou ainda mais evidente a sua carência de áreas verdes e de lazer e cultura após as obras.

Localização 1 - Proposta de Área verde e de Lazer:
https://www.google.com.br/maps/@-22.858137,-43.256823,3a,75y,22.41h,82.65t/data=!3m4!1e1!3m2!1sUKL7BAlr8ps6_nI8vBZmgA!2e0?hl=pt-BR


Na Rua Cardoso de Morais, 400,  o antigo Cinema Palace hoje em ruínas, comporta uma grande área verde de lazer. O lugar está abandondado

Poucas desapropriações parciais, com a realocação posterior na mesma área com outra disposição das lojas, libera uma grande área de lazer no bairro, capaz de estimular o crescimento urbano da região.

O impacto na vegetação do bairro e no conforto ambiental é visível por onde a Transcarioca passou. Nesta foto, a árvore cortada na Praça Professor Mourão Filho não foi reposta

Justificativa: No relatório ambiental simplificado da Secretaria Municipal de Obras, cita Ramos com áreas de lazer insuficientes antes da obra da Transcarioca, Após a mesma, perdeu-se ainda mais praças, não havendo mais opções de lazer. Ao mesmo tempo, enormes terrenos ficam abandonados, representando até risco a saúde publica.


Localização 2 - Proposta de Centro cultural (Biblioteca, espetáculos, escola de artes, etc.):
O Cinema Rosário, fechado desde os anos 80, com uma enorme estrutura para atividades culturais pela Prefeitura
Justificativa: Um grande espaço destinado para o Centro Cultural que o bairro de Ramos representava, com seus cinemas Hoje o prédio apenas é um retrato de abandono. Neste caso, basta apenas seguir com um projeto já anunciado:
Um final feliz para cinemas de rua

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Estas cinco propostas aqui constantes não são exaustivas, mas transparecem o que é factível para a revalorização do bairro de Ramos atualmente sem grandes esforços pelo poder público.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Projeto de Ciclovia na Zona da Leopoldina


Após uma intensa batalha de divulgação da falta de ciclovias na zona Norte, mas especificamente na zona da Leopoldina, travada através do Facebook da Prefeitura do Rio, a mesma finalmente se manifestou com um projeto para atender a região. Conforme consta no Ante-Projeto número 24 deste documento da Prefeitura do Rio:

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/91265/4133646/relacaodeprojetoscicloviasPAGINASMAC16115.pdf

 24 PENHA- MANGUINHOS, com integração com TRENS E BRT (TransCarioca e TransBrasil) e teleférico Morro do Alemão) - AP3 14,50km:
 CICLOFAIXA E FAIXA COMPARTILHADA ANTE-PROJETO SMAC Ruas Montevidéo, Nicarágua, Leopoldina Rêgo, Cardoso de Moraes, Leopoldo Bulhões, Avs. Londres, Teixeira de Castro, Ruas dos Campeões, Sargento Silva Nunes, Emílio Zaluar, Estrada Engenho da Pedra, Ruas Dr. Nunes, Santa Ingrácia, São Godofredo, Santa Basilissa e Comandante Vergueiro. 

Não esqueçamos que a Prefeitura do Rio é famosa por promessas não cumpridas, mas com o benefício da dúvida, surge uma grande questão neste traçado aqui representado geograficamente:

http://pcrj.maps.arcgis.com/apps/webappviewer/index.html?id=5005177263f44932b87564b4fb8defdc

Se visualizarmos o trecho da famosa Rua Emilio Zaluar, a rua mais estreita de toda Transcarioca, o trajeto abaixo seria uma piada de mal gosto:

Trajeto no ante projeto da Prefeitura passa pela Rua Emilio Zaluar, junto a Transcarioca
Considerando as métricas de segurança de calçada e faixa de rolamento, onde mais colocar esta ciclovia nesta rua?

Calçadas com 80cm, faixa de veículos estreita e a Transcarioca, onde cabe uma ciclovia na Rua Emilio Zaluar?

Proposta deste Blog

Restaurar a utilização da área do antigo Rio Cine Palace, na Rua Cardoso de Morais, 400, dando um patamar de área de cultura e lazer, aos molde do Parque Madureira, mas em menor escala:


A área do antigo cinema Cine Palace em Ramos, uma das maiores do Rio de Janeiro, e hoje cai aos pedaços.
Do antigo cinema, apenas as lojas que ficavam as suas portas sobraram e agora são oficinas mecânicas
A representação cartográfica permitiria um Parque com espaço para uma Lona Cultural, quadras polivalentes, pistas de skate e cabines da Polícia Militar e da administração Municipal, além da ciclovia:


O Parque ocuparia a antiga área do cinema, com duas saídas: Na Rua Cardoso de Morais e na Rua Romero Zander, permitindo a passagem da ciclovia
Além de uma proposta factível de ciclovia, ainda compensaria todas as praças e arvores tomadas e destruidas pela Transcarioca em Ramos, com a desapropriação de um único prédio decadente, trazendo a Ramos o beneficio normal de qualquer bairro residencial do Rio de Janeiro.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Passarela abandonada em Ramos vira risco para os moradores do bairro.


A estrutura construída em 1969 para ligar os dois lados do bairro de Ramos nas Ruas Leopoldina Rego e Rua Vassalo Caruso, cortado ao meio pelos trilhos do trem do ramal Gramacho, da antiga estrada de ferro Leopoldina, nunca recebeu qualquer reforma e os sinais do tempo começam a aparecer.

Parte dela começou a desmoronar, gerando um grande desnível e expondo a estrutura de alimentação elétrica em um "degrau" resultante da diferença de nível entre o viaduto e a rampa de acesso. A exposição da rede elétrica também se dá em outros pontos da passarela, sem qualquer proteção.

A base de terra começa a gerar um desnível com a estrutura de concreto do viaduto São Cosme e no viaduto São Damião. 
Na base do São Damião, já existe uma vossoroca que ameaça desabar a qualquer momento, já que parte já deslizou. Será um desastre prenunciado?

Fiação do sistema de iluminação do viaduto fica totalmente exposta da passarela, com risco de choques que levam a morte.


A falta de manutenção da drenagem da estrutura também virou foco de doenças devido ao acumulo de água. Mosquitos transmissores de dengue e chikungunya reproduzem-se livremente nas grandes poças formadas na passarela.

As poças de água chegam a possuir musgo de tanto tempo acumulada a umidade


Durante a obra de implantação da Transcarioca, a parte final da passarela na Rua Vassalo Caruso foi desmontada, mas o que a população local acreditou que seria a primeira reforma desde 1969 acabou virando outro abandono. a quase um ano a passarela foi interrompida  e termina em um "guarda corpo" feito de madeira podre e arames de obra enferrujados por sobre a pista do BRT, enquanto a calçada do outro lado do corredor de ônibus ganhou a largura necessária para refazer o fim da passarela.

O guarda corpor provisório não foi removido e a conclusão da passarela não ocorreu. O morador do bairro pode despencar 15 metros sobre o trajeto da Transcarioca

Apesar da Transcarioca ter recebido lindas passarelas na Barra da Tijuca, em Ramos não repuseram nem as que existiam, deixando a obra sem conclusão

Completando o cenário de abandono neste conjunto de passarelas e viadutos, passeamos na "Praça" Monteiro Baena que faz parte deste mesmo conjunto de obras, e como descrito no relatório da própria Secretaria Municipal de Obras no RAS da Transcarioca Lote 2, a representação de espaço de comunhão cultural e social é insuficiente. Ainda mais considerando esta "Praça" que a Prefeitura nos entregou:

O cenário de total abandono, sem mobiliário urbano, transformou a Praça Monteiro Baena em um estacionamento

O entorno da praça, sem calçadas ou acessibilidade, virou um depósito de lixo e entulho.
PS.: o Jornal O Globo publicou a matéria sobre:

http://oglobo.globo.com/eu-reporter/praca-em-ramos-vira-deposito-de-lixo-estacionamento-irregular-para-carros-caminhoes-15489948

Novidades! A Prefeitura atendeu a um chamado:


Lembram do buraco sem dono ao lado da Transcarioca?




Eles informaram que tratariam "imediatamente". E o fizeram! olhem só que primor de prestação de serviço aos cidadãos cariocas! Parece até acabamento em Ipanema! A Secretaria Municipal de Obras representou exatamente o que este Blog insiste: Ramos não existe para a Prefeitura do Rio de Janeiro, e pode-se fazer de qualquer maneira qualquer coisa neste bairro:

Vale a pena uma legenda descrevendo o trabalho da SMO tampando o buraco ao lado do viaduto Renatinho Partideiro?


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Prefeitura mente descaradamente a população do Rio

Dando sequencia a insistente posição deste blog em direito pela cidadania carioca, onde as denúncias sobre a implantação da Transcarioca não tem fim, inclui-se mais alguns pontos em que a Prefeitura do Rio de Janeiro e seu atual prefeito eleito, Eduardo Paes, se recusam a responder através de redes sociais, 1746 ou até mesmo pela mídia.

O pior dos mundos cria-se quando além de deixar de responder, declarações são feitas em um sentido duvidoso quanto a efetiva gestão do território municipal sob sua competência, sejam elas através do próprio prefeito falando ou através das Secretarias de seu governo.

Colocarei aqui as declarações e suas fontes:

" Posso dizer que esta obra é uma espécie de declaração de amor ao Rio de Janeiro. Seu subúrbio viveu mais de 49 anos de um abandono em alto grau. Quando entregamos a Transcarioca, não falamos apenas de mobilidade, mas da recuperação dos bairros do subúrbio carioca, que é a alma dessa cidade. O BRT vai permitir que o Rio de Janeiro se encontre e redescubra sua verdadeira identidade."

Eduardo Paes

"Paes reforçou que a implantação será gradual e levará benefícios à população local. "Uma área inacessível, detonada, degradada da cidade foi transformado em um lugar onde a mobilidade está totalmente facilitada. Não se faz só a implantação das estações do BRT, faz drenagem, qualifica, faz calçadas, implanta praças, área de lazer", disse."

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/paes-testa-brt-transcarioca-dois-dias-antes-de-inauguracao-com-dilma.html

" Em nota, a Secretaria municipal de Obras informou que a implantação do Parque Madureira reduziu em três graus a temperatura da região. De acordo com o órgão, a prefeitura realiza “ações a fim de reduzir a sensação térmica na cidade” e que a implementação dos BRTs é acompanhada pela reurbanização das regiões em torno e do plantio de árvores."
Secretaria Municipal de Obras

Considerando as declarações acima, depois de meses de denúncias e protocolos de 1746 na Prefeitura com exatamente estas fotos, temos a atualizar no conteúdo deste blog:


Os terrenos resultantes de desapropriação, mesmo tendo a Transcarioca ocupado todas as praças do bairro, continuam tão baldios quanto a 8 meses atrás:

A praça sob o viaduto Renatinho Partideiro, construido no bairro exclusivamente para o BRT Transcarioca,  sem calçamento ou mobiliário urbano. Uma praça sem uso pelo abandono depois da obra.

O terreno na R. Cardoso de Morais, calçado e com canteiro de plantas, que deveria virar a UOP da Zona da Leopoldina, vira o simbolo da completa desordem urbana municipal, com uma grande contribuição da Prefeitura, estacionando seu carro sobre as plantas (ou o que sobrou delas)



Novos problemas identificados em uma mera caminhada no bairro de Ramos:



1. Na praça Professor Mourão Filho ainda existe o registro em um cemitério de arvores do total que foi retirada do bairro pela Prefeitura. Ruas, como a Rua Emilio Zaluar, tiveram 100% de sua cobertura vegetal removida, e nem numa praça, onde as arvores não estavam no trajeto, o verde foi mantido ou reposto:

Mesmo as arvores não estando no trajeto, não foram respeitadas. Seus tocos e falta de reposição marcam o desrespeito a natureza em uma cidade tão quente quanto o Rio, principalmente na zona norte.

2. No Viaduto São Cosme, paralelo ao mesmo, existe uma passarela que liga a Rua Leopoldina Rego a Rua Vassalo Correia, uma de cada lado do trilho do trem. A mesma foi parcialmente desmontada do lado da Rua Vassalo Correia para a obra, mas nunca mais foi remontada. Como o lado da Rua Leopoldina Rego ainda está aberto, o cidadão carioca poderá subir nela e descobrir que não há saída reposta, tendo que retornar e andar mais um quilometro até a passagem mais próxima entre os lados do bairro:

Além de a obra não ter sido acabada, repondo a parte da passarela faltante, o guarda-corpo provisiório de madeira, mesmo podre, virou o fechamento definitivo. Qualquer esbarrão e o cidadão carioca poderá cair de mais de 15 metros de altura na pista do BRT Transcarioca.
A obra foi dada como concluída, com a passarela pré-existente entregue ao uso da população carioca com somente um dos lados acessível. A estrutura de guarda corpo feito de madeira podre de obra e de arame enferrujado foi o acabamento. As pessoas agora concluem sua travessia pelo viaduto paralelo, em meio aos carros.

O triste é saber que mesmo sabendo o que estavam fazendo, fizeram. Abaixo recortes do RAS (Relatório Ambiental Simplificado) da Transcarioca, no que tange ao trecho 2 e mais especificamente a Ramos:

Os bairros estudados são marcados por uma maioria de áreas alteradas e urbanizadas. O bairro de Ramos é o mais urbanizado, seguido por Olaria e Penha.
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Segundo dados do Instituto Pereira Passos, os bairros estudados localizam-se na AP- 3, que apresenta áreas destinadas ao lazer muito inferior as áreas da AP-2, onde se encontram os bairros da Zona Sul. A AP-3 tem no total de 1.306.486 metros quadrados de área de lazer, distribuídas em praças, parques, jardins e outros. Cerca de 88 539 494 metros quadrados da AP-3 são destinados a áreas de parque. Todavia, não há nenhum parque nos bairros abrangidos pelo trecho/etapa 02 da Transcarioca. Na área estudada, somente são encontradas áreas de praças, jardins, entre outros.
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As praças, segundo os dados do IPP, são o tipo de espaço público mais comum nos bairros estudados, nas quais a população pode encontrar brinquedos infantis, quadras de esporte, bem como realizar atividades de comunhão social. A ausência de parques em todos os bairros e a ausência de jardins em Ramos, Olaria e Penha - bairros densamente habitados - nos revela que as praças são os espaços fornecidos pelo Estado para a socialização. No entanto, essas ainda se mostram em quantidade insuficiente, considerando as necessidades locais.

Secretaria Municipal de Obras Coordenadoria Geral de Obras 5ª Gerência de Obras
Fonte: http://www.poiesiseditora.com.br/sites/g/files/g488012/f/201312/RAS.TRANSCARIOCA.Etapa2_.2011.pdf

E mesmo assim, as praças que foram sacrificadas:









Infelizmente mantenho minha necessidade em cobrar da Prefeitura do Rio, tudo que era de conhecimento da mesma e que foi declarado para a midia, que por má gestão da cidade, não foi aplicado na vida real.

O que não consigo entender é porque os grandes canais de comunicação não aproveitam este material. Será que é pelo grande volume de propaganda que a Prefeitura do Rio está pagando? Fica a dúvida...