quarta-feira, 20 de maio de 2015

A nova Subprefeitura da zona da Leopoldina e o pleito da população de Ramos


A zona da Leopoldina agora esta dividida: Os bairros de Bonsucesso, Ramos e Olaria, além de Maré que não pertence a zona da Leopoldina, passaram a fazer parte da nova Subprefeitura da Ilha do Governador e Leopoldina:


Mapa representativo da Zona da Leopoldina, com seus respetivos bairros. Somente Ramos Olaria e Bonsucesso estão "sob nova gestão"

Estes ventos da mudança que sopram do litoral já foram até oficializados pela subprefeitura em seus logotipos:


Pelo menos no logotipo, a Subprefeitura vestiu a camisa
Mas e na pratica, o que muda? Em uma entrevista, Nelson Miranda, o subprefeito, fez sua apresentação e de suas ideias para a região:

Copia do Jornal O Globo de bairros falando das ideias iniciais da Subprefeitura
 Em meio a promessas para os bairros da Leopoldina, a posição deste blog foi levada em consideração: a necessidade de Ordem Publica. Ele cita a necessidade de uma UOP (Unidade de Ordem Pública) para a Leopoldina, que já posicionamos e indicamos a área física onde seria viável implanta-la.

Para que deixemos claro e de fácil condução, este é o resumo das propostas para o bairro de Ramos ao nosso novo subprefeito:

Proposta para as antigas praças destruídas e terrenos criados pela Transcarioca no bairro de Ramos e outras necessidades:


1. Estação BRT Ramos - Vassalo Caruso: na descida do viaduto Renatinho Partideiro, no espaço da antiga praça com pista de skate e quadra poliesportiva da rua homonima

O espaço disponível para a Estação Ramos - Vassalo Caruso entre os viadutos São Cosme e Damião, no lugar da praça inutilizada por efeito da Transcarioca

A passarela parcialmente destruída nas obras da Transcarioca permitiria a ligação dos dois lados de Ramos a nova Estação
Justificativa: a área ficou isolada pelas pistas do BRT, impossibilitando sua retomada como área de lazer. O espaço da praça caberia uma estaçao do mesmo porte da já construida em Olaria.
Cabe lembrar que a distância entre a estação Olaria / Cacique de Ramos e a estação Cardoso de Morais / Viuva Garcia é a maior de todo corredor entre estações (1,5km) e o centro comercial de Ramos, também área de maior ocupação residêncial, ficou exatamente no meio deste trajeto. Esta estação Vassalo Caruso permitiria maior uso do sistema pela população de Ramos, além de garantir o devido uso das áreas públicas de forma segura, já que hoje tornou-se moradia de sem tetos que perambulam pelas pistas do BRT.
Esta implantação seria acompanhada da reimplantação da passarela do viaduto São Cosme, desmontada durante a obra da Transcarioca no lado da Rua Vassalo Caruso, de forma a permitir que ambos os lados de Ramos beneficiem-se do BRT.

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2. Praça Renatinho Partideiro: sob o viaduto Renatinho Partideiro, em frente a estação de trens de Ramos na Rua Cardoso de Morais.

Retrato atual da área, sem calçamento, mobiliário urbano ou utilidade aos moradores

Outro lado do terreno abandonado, acesso pela Rua Aureliano Lessa, com o mesmo cenário de abandono, mas que já poderia ser um estacionamento.

Desenho proposto para a praça em frente a Estação de tens de Ramos, na Rua Cardoso de Morais.

Justificativa: o entorno é consideravelmente residencial, com grande fluxo de pessoas na estação de trens de Ramos e no ponto de onibus. Considerando este ponto de convergência social natural e o desprovimento do bairro de áreas de lazer, o terreno hoje abandonado em chão de terra seria uma compesação social pelo grande viaduto que cortou o bairro e ocupou outras praças.

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3. Unidade de Ordem Pública da Leopoldina: No grande terreno entre o corredor Transcarioca e a Rua Cardoso de Morais, na altura do 509.
Localização:https://www.google.com.br/maps/@-22.856242,-43.258578,3a,75y,200.11h,78.42t/data=!3m4!1e1!3m2!1s79Qctvs3RFdCcmY9RdKXcg!2e0?hl=pt-BR

A grande área publica, que originalmente era uma praça, e que ficou isolada aos fundos dos prédios da Rua Cardoso de Morais e pela pista do BRT
A área possui um acesso pela Rua Cardoso de Morais que comportaria a implantação da Unidade de Ordem Pública
Justificativa: respaldado pela própria visão do subprefeito, a zona da Leopoldina demanda uma UOP. Isto conciliaria a visão de ordem Pública do Subprefeito e a necessidade de segurança para os bairros da região, principalmente para Ramos.
Como é uma área recuada e escondida atrás de prédios, a recomendação é que realmente seja implantado um serviço público que seja capaz de assegurar a própria segurança e que ao mesmo tempo impeça a ocupação irregular a área.

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4. Nova Passarela sobre o BRT e o trilho do trem: No grande terreno entre o corredor Transcarioca e a Rua Cardoso de Morais, na altura do 509, junto a UOP

A passarela mais próxima da região é distante e abandonada, não atendendo como opção de circulação entre os dois lados de Ramos
A Estação de Trens de Ramos, não reformada, sem acessibilidade pois somente há escadas e que enche quando chove, é a principal ligação dos dois lados do Bairro.
A passarela seria exatamente entre a Estação de Ramos de Trens e a Estação de BRT da Cardoso de Morais / Viúva Garcia, atendendo aos dois usos junto as principais áreas comerciais e residenciais do bairro, assegurando a devida mobilidade através de rampas de acesso
A área comportaria a UOP e a Passarela, ligando a Rua Cardoso de Morais a Rua Uranos, o que  não existe hoje,



Justificativa: o grande terreno comporta também uma passarela, atendendo a um antigo pedido dos moradores para dar mobilidade ao bairro. A forma de acesso dos lados do bairro nas proximidades deste terreno limitam-se a uma passarela abandonada e perigosa a meio quilometro de distância ou a decrépita estação de Ramos, que não possui rampa de acesso e enche quando chove. Os cadeirantes do bairro não tem opções de transitar entre os lados do bairro nas proximidades da Estação de Trens de Ramos ou na Estação Cardoso de Morais / Viúva Garcia. Esta passarela ficaria exatamente no meio destes dois locais

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5. Reposição e compensação das áreas de Cultura e Lazer: A passagem da Transcarioca ocupou diversas praças e destruiu árvores pelo seu trajeto, e no bairro de Ramos ficou ainda mais evidente a sua carência de áreas verdes e de lazer e cultura após as obras.

Localização 1 - Proposta de Área verde e de Lazer:
https://www.google.com.br/maps/@-22.858137,-43.256823,3a,75y,22.41h,82.65t/data=!3m4!1e1!3m2!1sUKL7BAlr8ps6_nI8vBZmgA!2e0?hl=pt-BR


Na Rua Cardoso de Morais, 400,  o antigo Cinema Palace hoje em ruínas, comporta uma grande área verde de lazer. O lugar está abandondado

Poucas desapropriações parciais, com a realocação posterior na mesma área com outra disposição das lojas, libera uma grande área de lazer no bairro, capaz de estimular o crescimento urbano da região.

O impacto na vegetação do bairro e no conforto ambiental é visível por onde a Transcarioca passou. Nesta foto, a árvore cortada na Praça Professor Mourão Filho não foi reposta

Justificativa: No relatório ambiental simplificado da Secretaria Municipal de Obras, cita Ramos com áreas de lazer insuficientes antes da obra da Transcarioca, Após a mesma, perdeu-se ainda mais praças, não havendo mais opções de lazer. Ao mesmo tempo, enormes terrenos ficam abandonados, representando até risco a saúde publica.


Localização 2 - Proposta de Centro cultural (Biblioteca, espetáculos, escola de artes, etc.):
O Cinema Rosário, fechado desde os anos 80, com uma enorme estrutura para atividades culturais pela Prefeitura
Justificativa: Um grande espaço destinado para o Centro Cultural que o bairro de Ramos representava, com seus cinemas Hoje o prédio apenas é um retrato de abandono. Neste caso, basta apenas seguir com um projeto já anunciado:
Um final feliz para cinemas de rua

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Estas cinco propostas aqui constantes não são exaustivas, mas transparecem o que é factível para a revalorização do bairro de Ramos atualmente sem grandes esforços pelo poder público.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Projeto de Ciclovia na Zona da Leopoldina


Após uma intensa batalha de divulgação da falta de ciclovias na zona Norte, mas especificamente na zona da Leopoldina, travada através do Facebook da Prefeitura do Rio, a mesma finalmente se manifestou com um projeto para atender a região. Conforme consta no Ante-Projeto número 24 deste documento da Prefeitura do Rio:

http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/91265/4133646/relacaodeprojetoscicloviasPAGINASMAC16115.pdf

 24 PENHA- MANGUINHOS, com integração com TRENS E BRT (TransCarioca e TransBrasil) e teleférico Morro do Alemão) - AP3 14,50km:
 CICLOFAIXA E FAIXA COMPARTILHADA ANTE-PROJETO SMAC Ruas Montevidéo, Nicarágua, Leopoldina Rêgo, Cardoso de Moraes, Leopoldo Bulhões, Avs. Londres, Teixeira de Castro, Ruas dos Campeões, Sargento Silva Nunes, Emílio Zaluar, Estrada Engenho da Pedra, Ruas Dr. Nunes, Santa Ingrácia, São Godofredo, Santa Basilissa e Comandante Vergueiro. 

Não esqueçamos que a Prefeitura do Rio é famosa por promessas não cumpridas, mas com o benefício da dúvida, surge uma grande questão neste traçado aqui representado geograficamente:

http://pcrj.maps.arcgis.com/apps/webappviewer/index.html?id=5005177263f44932b87564b4fb8defdc

Se visualizarmos o trecho da famosa Rua Emilio Zaluar, a rua mais estreita de toda Transcarioca, o trajeto abaixo seria uma piada de mal gosto:

Trajeto no ante projeto da Prefeitura passa pela Rua Emilio Zaluar, junto a Transcarioca
Considerando as métricas de segurança de calçada e faixa de rolamento, onde mais colocar esta ciclovia nesta rua?

Calçadas com 80cm, faixa de veículos estreita e a Transcarioca, onde cabe uma ciclovia na Rua Emilio Zaluar?

Proposta deste Blog

Restaurar a utilização da área do antigo Rio Cine Palace, na Rua Cardoso de Morais, 400, dando um patamar de área de cultura e lazer, aos molde do Parque Madureira, mas em menor escala:


A área do antigo cinema Cine Palace em Ramos, uma das maiores do Rio de Janeiro, e hoje cai aos pedaços.
Do antigo cinema, apenas as lojas que ficavam as suas portas sobraram e agora são oficinas mecânicas
A representação cartográfica permitiria um Parque com espaço para uma Lona Cultural, quadras polivalentes, pistas de skate e cabines da Polícia Militar e da administração Municipal, além da ciclovia:


O Parque ocuparia a antiga área do cinema, com duas saídas: Na Rua Cardoso de Morais e na Rua Romero Zander, permitindo a passagem da ciclovia
Além de uma proposta factível de ciclovia, ainda compensaria todas as praças e arvores tomadas e destruidas pela Transcarioca em Ramos, com a desapropriação de um único prédio decadente, trazendo a Ramos o beneficio normal de qualquer bairro residencial do Rio de Janeiro.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Passarela abandonada em Ramos vira risco para os moradores do bairro.


A estrutura construída em 1969 para ligar os dois lados do bairro de Ramos nas Ruas Leopoldina Rego e Rua Vassalo Caruso, cortado ao meio pelos trilhos do trem do ramal Gramacho, da antiga estrada de ferro Leopoldina, nunca recebeu qualquer reforma e os sinais do tempo começam a aparecer.

Parte dela começou a desmoronar, gerando um grande desnível e expondo a estrutura de alimentação elétrica em um "degrau" resultante da diferença de nível entre o viaduto e a rampa de acesso. A exposição da rede elétrica também se dá em outros pontos da passarela, sem qualquer proteção.

A base de terra começa a gerar um desnível com a estrutura de concreto do viaduto São Cosme e no viaduto São Damião. 
Na base do São Damião, já existe uma vossoroca que ameaça desabar a qualquer momento, já que parte já deslizou. Será um desastre prenunciado?

Fiação do sistema de iluminação do viaduto fica totalmente exposta da passarela, com risco de choques que levam a morte.


A falta de manutenção da drenagem da estrutura também virou foco de doenças devido ao acumulo de água. Mosquitos transmissores de dengue e chikungunya reproduzem-se livremente nas grandes poças formadas na passarela.

As poças de água chegam a possuir musgo de tanto tempo acumulada a umidade


Durante a obra de implantação da Transcarioca, a parte final da passarela na Rua Vassalo Caruso foi desmontada, mas o que a população local acreditou que seria a primeira reforma desde 1969 acabou virando outro abandono. a quase um ano a passarela foi interrompida  e termina em um "guarda corpo" feito de madeira podre e arames de obra enferrujados por sobre a pista do BRT, enquanto a calçada do outro lado do corredor de ônibus ganhou a largura necessária para refazer o fim da passarela.

O guarda corpor provisório não foi removido e a conclusão da passarela não ocorreu. O morador do bairro pode despencar 15 metros sobre o trajeto da Transcarioca

Apesar da Transcarioca ter recebido lindas passarelas na Barra da Tijuca, em Ramos não repuseram nem as que existiam, deixando a obra sem conclusão

Completando o cenário de abandono neste conjunto de passarelas e viadutos, passeamos na "Praça" Monteiro Baena que faz parte deste mesmo conjunto de obras, e como descrito no relatório da própria Secretaria Municipal de Obras no RAS da Transcarioca Lote 2, a representação de espaço de comunhão cultural e social é insuficiente. Ainda mais considerando esta "Praça" que a Prefeitura nos entregou:

O cenário de total abandono, sem mobiliário urbano, transformou a Praça Monteiro Baena em um estacionamento

O entorno da praça, sem calçadas ou acessibilidade, virou um depósito de lixo e entulho.
PS.: o Jornal O Globo publicou a matéria sobre:

http://oglobo.globo.com/eu-reporter/praca-em-ramos-vira-deposito-de-lixo-estacionamento-irregular-para-carros-caminhoes-15489948

Novidades! A Prefeitura atendeu a um chamado:


Lembram do buraco sem dono ao lado da Transcarioca?




Eles informaram que tratariam "imediatamente". E o fizeram! olhem só que primor de prestação de serviço aos cidadãos cariocas! Parece até acabamento em Ipanema! A Secretaria Municipal de Obras representou exatamente o que este Blog insiste: Ramos não existe para a Prefeitura do Rio de Janeiro, e pode-se fazer de qualquer maneira qualquer coisa neste bairro:

Vale a pena uma legenda descrevendo o trabalho da SMO tampando o buraco ao lado do viaduto Renatinho Partideiro?


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Prefeitura mente descaradamente a população do Rio

Dando sequencia a insistente posição deste blog em direito pela cidadania carioca, onde as denúncias sobre a implantação da Transcarioca não tem fim, inclui-se mais alguns pontos em que a Prefeitura do Rio de Janeiro e seu atual prefeito eleito, Eduardo Paes, se recusam a responder através de redes sociais, 1746 ou até mesmo pela mídia.

O pior dos mundos cria-se quando além de deixar de responder, declarações são feitas em um sentido duvidoso quanto a efetiva gestão do território municipal sob sua competência, sejam elas através do próprio prefeito falando ou através das Secretarias de seu governo.

Colocarei aqui as declarações e suas fontes:

" Posso dizer que esta obra é uma espécie de declaração de amor ao Rio de Janeiro. Seu subúrbio viveu mais de 49 anos de um abandono em alto grau. Quando entregamos a Transcarioca, não falamos apenas de mobilidade, mas da recuperação dos bairros do subúrbio carioca, que é a alma dessa cidade. O BRT vai permitir que o Rio de Janeiro se encontre e redescubra sua verdadeira identidade."

Eduardo Paes

"Paes reforçou que a implantação será gradual e levará benefícios à população local. "Uma área inacessível, detonada, degradada da cidade foi transformado em um lugar onde a mobilidade está totalmente facilitada. Não se faz só a implantação das estações do BRT, faz drenagem, qualifica, faz calçadas, implanta praças, área de lazer", disse."

Fonte:http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/05/paes-testa-brt-transcarioca-dois-dias-antes-de-inauguracao-com-dilma.html

" Em nota, a Secretaria municipal de Obras informou que a implantação do Parque Madureira reduziu em três graus a temperatura da região. De acordo com o órgão, a prefeitura realiza “ações a fim de reduzir a sensação térmica na cidade” e que a implementação dos BRTs é acompanhada pela reurbanização das regiões em torno e do plantio de árvores."
Secretaria Municipal de Obras

Considerando as declarações acima, depois de meses de denúncias e protocolos de 1746 na Prefeitura com exatamente estas fotos, temos a atualizar no conteúdo deste blog:


Os terrenos resultantes de desapropriação, mesmo tendo a Transcarioca ocupado todas as praças do bairro, continuam tão baldios quanto a 8 meses atrás:

A praça sob o viaduto Renatinho Partideiro, construido no bairro exclusivamente para o BRT Transcarioca,  sem calçamento ou mobiliário urbano. Uma praça sem uso pelo abandono depois da obra.

O terreno na R. Cardoso de Morais, calçado e com canteiro de plantas, que deveria virar a UOP da Zona da Leopoldina, vira o simbolo da completa desordem urbana municipal, com uma grande contribuição da Prefeitura, estacionando seu carro sobre as plantas (ou o que sobrou delas)



Novos problemas identificados em uma mera caminhada no bairro de Ramos:



1. Na praça Professor Mourão Filho ainda existe o registro em um cemitério de arvores do total que foi retirada do bairro pela Prefeitura. Ruas, como a Rua Emilio Zaluar, tiveram 100% de sua cobertura vegetal removida, e nem numa praça, onde as arvores não estavam no trajeto, o verde foi mantido ou reposto:

Mesmo as arvores não estando no trajeto, não foram respeitadas. Seus tocos e falta de reposição marcam o desrespeito a natureza em uma cidade tão quente quanto o Rio, principalmente na zona norte.

2. No Viaduto São Cosme, paralelo ao mesmo, existe uma passarela que liga a Rua Leopoldina Rego a Rua Vassalo Correia, uma de cada lado do trilho do trem. A mesma foi parcialmente desmontada do lado da Rua Vassalo Correia para a obra, mas nunca mais foi remontada. Como o lado da Rua Leopoldina Rego ainda está aberto, o cidadão carioca poderá subir nela e descobrir que não há saída reposta, tendo que retornar e andar mais um quilometro até a passagem mais próxima entre os lados do bairro:

Além de a obra não ter sido acabada, repondo a parte da passarela faltante, o guarda-corpo provisiório de madeira, mesmo podre, virou o fechamento definitivo. Qualquer esbarrão e o cidadão carioca poderá cair de mais de 15 metros de altura na pista do BRT Transcarioca.
A obra foi dada como concluída, com a passarela pré-existente entregue ao uso da população carioca com somente um dos lados acessível. A estrutura de guarda corpo feito de madeira podre de obra e de arame enferrujado foi o acabamento. As pessoas agora concluem sua travessia pelo viaduto paralelo, em meio aos carros.

O triste é saber que mesmo sabendo o que estavam fazendo, fizeram. Abaixo recortes do RAS (Relatório Ambiental Simplificado) da Transcarioca, no que tange ao trecho 2 e mais especificamente a Ramos:

Os bairros estudados são marcados por uma maioria de áreas alteradas e urbanizadas. O bairro de Ramos é o mais urbanizado, seguido por Olaria e Penha.
...
Segundo dados do Instituto Pereira Passos, os bairros estudados localizam-se na AP- 3, que apresenta áreas destinadas ao lazer muito inferior as áreas da AP-2, onde se encontram os bairros da Zona Sul. A AP-3 tem no total de 1.306.486 metros quadrados de área de lazer, distribuídas em praças, parques, jardins e outros. Cerca de 88 539 494 metros quadrados da AP-3 são destinados a áreas de parque. Todavia, não há nenhum parque nos bairros abrangidos pelo trecho/etapa 02 da Transcarioca. Na área estudada, somente são encontradas áreas de praças, jardins, entre outros.
...
As praças, segundo os dados do IPP, são o tipo de espaço público mais comum nos bairros estudados, nas quais a população pode encontrar brinquedos infantis, quadras de esporte, bem como realizar atividades de comunhão social. A ausência de parques em todos os bairros e a ausência de jardins em Ramos, Olaria e Penha - bairros densamente habitados - nos revela que as praças são os espaços fornecidos pelo Estado para a socialização. No entanto, essas ainda se mostram em quantidade insuficiente, considerando as necessidades locais.

Secretaria Municipal de Obras Coordenadoria Geral de Obras 5ª Gerência de Obras
Fonte: http://www.poiesiseditora.com.br/sites/g/files/g488012/f/201312/RAS.TRANSCARIOCA.Etapa2_.2011.pdf

E mesmo assim, as praças que foram sacrificadas:









Infelizmente mantenho minha necessidade em cobrar da Prefeitura do Rio, tudo que era de conhecimento da mesma e que foi declarado para a midia, que por má gestão da cidade, não foi aplicado na vida real.

O que não consigo entender é porque os grandes canais de comunicação não aproveitam este material. Será que é pelo grande volume de propaganda que a Prefeitura do Rio está pagando? Fica a dúvida...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Degradação de Ramos pela própria Prefeitura do Rio

 Tem algum tempo que não compartilho novas informações, e juro para vocês que gostaria de não ter mais motivos para isto, mas me assusta como o abandono de um bairro inteiro da Zona Norte se manifesta até mesmo pela mídia.

Choquei-me ao observar que outras pessoas preocupadas com o abandono de Ramos, informam as autoridades competentes municipais, e as mesmas sequer reconhecem sua responsabilidade sobre o fato!

Noticiado no jornal O Globo, observem que a Secretaria Municipal de Obras negou duas vezes que um buraco tenha algo a ver com a Transcarioca em Ramos, mesmo sendo do lado do viaduto Renatinho Partideiro, construído exclusivamente para a mesma, cuja vizinhança está clara na foto:

Terreno fruto de desapropriação, na Rua Cardoso de Morais, largado em chão de terra pós Transcarioca em Ramos

Leia a matéria: http://oglobo.globo.com/eu-reporter/buraco-ao-lado-de-viaduto-do-brt-transcarioca-em-ramos-cercado-mas-nao-tem-dono-14244110 

Somente no dia seguinte perceberam que sim, eram responsáveis por esta área abandonada após a obra da Transcarioca, mas mesmo assim se comprometeram apenas em tampar o buraco, mesmo estando claro na foto que tudo ali foi largado em chão de terra. Assim foi feito: apenas o buraco foi tampado e o restante continuou sendo uma enorme área sem calçamento e sem uso para o bairro, que inunda de lama os bueiros da Rua Cardoso de Morais quando chove.

Moradores do bairro precisam pisar na lama para chegar na estação de trens de Ramos


Porque ao invés de uma área baldia da Prefeitura, não transformam em uma praça com calçamento, brinquedos infantis e equipamento de ginastica da 3ª idade, tão comum em vários bairros da cidade? porque simplesmente optaram por largar um terreno baldio nesta área pública? Será que o tratamento é diferente para cada bairro da cidade? Ou decidiu-se que Ramos é um dos bairros mais abandonados da cidade, que nunca foi ou será elegível á um Rio Cidade ou Bairro Maravilha, ou qualquer outro projeto urbanístico? Nem o que tiveram que mexer para passar a Transcarioca sequer ganhou qualquer infraestrutura.

Em outra reportagem fica mais claro o descaso com o bairro. Mesmo sendo um acessório importantíssimo a Transcarioca, já que é a unica forma de acessar da Estação Cardoso de Morais pela Rua Uranos, seguindo pela Rua Dona Isabel,  a área da passarela sobre os trilhos do trem está completamente abandonada, com um depósito de lixo.

A rua não tem sinalização adequada sobre o fechamento definitivo da mesma para carros, além de um pedaço de concreto rabiscado a mão com tinta orientando os motoristas a não seguir pela rua, pois ficou sem saída após a implantação do BRT. Bem no estilo "ainda estamos em obra", mesmo depois de 4 meses de obra acabada.

Passarela que liga a Rua Uranos a Rua Dona Isabel, ao lado da Estação Transcarioca Cardoso de Morais / Viúva Garcia
Leia a matéria: http://oglobo.globo.com/eu-reporter/passarela-em-ramos-esta-abandonada-com-sujeira-tem-problema-de-iluminacao-14450852


Nem mesmo aquilo que é gritante abandono perigoso sequer ganha prazo de solução, colocando a vida de motoristas do bairro em risco:



Leia a materia: http://extra.globo.com/noticias/rio/obra-parada-em-ramos-provoca-gargalo-em-subida-de-viaduto-risco-de-acidente-14329305.html

Cadê as praças do bairro de Ramos?

Não bastando as obras não concluídas e largadas para trás sem o reconhecimento da responsabilidade, a Prefeitura do Rio ainda fez questão de ocupar todas (TODAS) as praças do bairro de Ramos, não deixando mais qualquer espaço como opção de lazer, esporte ou cultura no bairro, tradicionalmente residencial.
Simplesmente tudo foi tomado pela Transcarioca:






Embora na TV já fosse demonstrado o consenso sobre a falta de áreas de lazer na região:

http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-rio/v/avenida-brasil-vira-area-de-lazer-durante-interdicao-das-pistas-no-feriado/3298809/


Como resolver este crime de tornar um bairro inteiro em uma área da cidade sem praças?

No primeiro PAC no Rio, levantaram os trilhos dos trens do ramal Saracuruna em Manguinhos. No PAC 2 estão planejando levantar os trilhos dos trens do ramal Belford Roxo, em Jacarezinho, e o objetivo é claro: melhorar a qualidade de vida destes dois bairros:

Obra já realizada em Manguinhos
Projeto para Manguinhos 1
Projeto para Manguinhos 2
Estas intervenções, bem vindas, são feitas em áreas extremamente degradadas na cidade, que estão ganhando nova vida com as obras, mas, será que é necessário um bairro virar uma grande favela perigosa, ou declarar a morte, para ganhar vida nova?

Esperaremos Ramos e seus bairros vizinhos, como Bonsucesso, se transformar em uma grande favela para depois os Governos se manifestarem com obras para recuperar, o que no caso específico da Transcarioca, se perdeu por ação dos mesmos?

Nossa sugestão inclui duas ações simples:

1. Ordenamento municipal:

Utilização do grande terreno na Rua Cardoso de Morais, 509, Ramos, para a implantação da UOP (Unidade de Ordem Pública) da Leopoldina. Esta ação rápida ajudará a manter a ordem urbana, tão necessária ao bairro e nas intervenções futuras listadas no item 2.

Rua Carodoso de Morais, 509 - área vazia e abandonada pela Prefeitura onde funcionaria uma UOP


2. Elevação dos trilhos de trens do Ramal Saracuruna

Unir os dois lados dos bairros de Ramos e Bonsucesso, viabilizando a ligação de dois trechos de ruas em vias de degradação antes da favelização. As Ruas Uranos e Dona Isabel, nos trechos entre as estações de trens de Bonsucesso e Ramos, estão degradando ano após ano. A ligação das duas ruas com a criação de um espaço de lazer, esporte e cultura sob os trilhos dos trens do Ramal Saracuruna revitalizaria a área, sendo assim um investimento menor do que quando já favelizado.
Esta área sob os trilhos também entraria como medida compensatória da ocupação pela Transcarioca, de todas as praças do bairro.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Metro desperdiçado

 É triste observar, em um pátio descoberto da MetroRio exatamente em frente a Prefeitura, tantas composições de metrô apodrecendo ao tempo.

Pátio de manutenação do Metro Rio, fotografado da estação Cidade Nova

 
 Em um Estado onde a mobilidade urbana é sempre posta em xeque devido a baixa qualidade do fornecimento do serviço aos seus cidadãos, os antigos carros da linha dois do Metro, aposentados devido ao aumento de demanda da linha 2 e a impossibilidade dos mesmos em absorver-la, estão abandonados absolutamente sem uso, em um canto do pátio de manobras e visível a todos que passam pela Av. Presidente Vargas. Este trecho da avenida, curiosamente, é em frente ao prédio da Prefeitura, de onde provavelmente a gestão municipal consegue observar diariamente a inoperância destes veículos.
 
Recentemente a Prefeitura anunciou a compra de VLT modernos para operar no Centro do Rio de Janeiro para o Projeto Porto Maravilha, e o Estado pouco depois, a compra de outros VLT  oriundos de um projeto em Macaé que não foi adiante, para operar na Supervia no Ramal Guapimirim, e com isto ficou a questão: porque comprar novos com estes antigos lá disponíveis para o uso?

Os carros operaram a Linha 2 do metro foram VLT adaptados ao uso do metro

 
O Rio de Janeiro está carente de transporte de massa real, onde alguns bairros de sua capital ainda estão defasados, como por exemplo a Ilha do Governador. Porque não aproveitar estes carros para montar a linha planejada ligando a Ilha do Governador a estação Bonsucesso de trens? Ou a criação de um VLT pelo trajeto da Linha Amarela, substituindo os ônibus que lá circulam? Enfim, há uma infinidade de usos melhores do que o abandono atual.
 

 
Pela imagem de satélite, são 28 composições que poderiam atender a população do Rio de Janeiro

domingo, 6 de julho de 2014

Transbrasil

Transbrasil é uma das propostas de corredor de ônibus exclusivo articulado, modelo BRT, que a prefeitura havia assinalado como legado das Olimpíadas, para ligar Deodoro ao Centro do Rio pela Av. Brasil e reduzindo consideravelmente o número de linhas de ônibus que lá circulam. Conjugo e verbo no passado pois o mesmo não faz mais parte do portifólio de projetos das Olimpíadas,

A prefeitura do Rio de Janeiro neste ato de retirar da carteira de projetos da Olimpíadas assume que o prazo é inexequível até 2016, o que põe em xeque a existência do mesmo. Segundo informações públicas (internet) o atraso se deu primeiramente por uma empresa que entrou com uma liminar impedindo a licitação e uma vez vencida esta etapa de derrubar a liminar, o Ministério Público também suspendeu pedindo explicações sobre o projeto.

Esta semana, uma novidade se noticiou: mesmo não sendo legado para a Olimpíadas, o projeto terá sua licitação para o trecho 1 (Deodoro <> Cajú), o que sozinho não representa nenhum avanço no sistema de transporte da cidade.

A novela trecho 2:

Apesar de uma definição clara que a Transbrasil será pela Av. Brasil (até aí, nenhuma dificuldade cognitiva para a turma de engenheiros), o Trecho 2, que é do Cajú até o Centro é uma incógnita. Até mesmo onde no Centro seria este "Centro" era especulação. Originalmente cotado no Aeroporto Santos Dumont, já foi indicado na Central do Brasil e finalmente na Candelária, que parece ter sido a proposta de consenso.




Até mesmo como iriam chegar até esta estação final, ou seja, o trajeto do trecho 2 teve mudanças. Originalmente seguiria pela Av. Rodriggues Alves, Praça Mauá e Praça XV até o Aeroporto, depois, pela Av. Francisco Bicalho, Av. Presidente Vargas até a Rua Primeiro de Março e Av. Antonio Carlos, depois pelo mesmo trajeto porém parando na Candelária e agora finalmente, segundo palavras do prefeito:

"...o prefeito Eduardo Paes detalhou, em maio, o provável traçado do BRT na chegada ao Centro: ao deixar a Avenida Brasil, o corredor seguirá pela Rodrigues Alves, Túnel João Ricardo (Central do Brasil) e Presidente Vargas, até a Candelária, onde será construído um terminal." Fonte Jornal O DIA

A proposta do BLOG.

Independente de opção da Av. Francisco Bicalho ou da Av. Rodrigo Alves, a chegada a Candelária é fato. A proposta original de chegar ao Aeroporto foi impedida pois o terminal ficaria no Aterro do Flamengo, que é tombado e não poderia sofrer alterações, e com isto o trajeto foi sofrendo reduções até chegar a Candelária.
A proposta deste Blogger é um pouco mais arrojada e ao mesmo tempo de baixíssimo custo de implantação: Levar a Transbrasil até Botafogo.

A proposta conectando a Candelária ao Aterro do Flamengo
As áreas a serem abertas com a demolição da Perimetral na Praça XV permitiria perfeitamente o trajeto Candelária <> Aeroporto Santos Dumond, chegando assim no inicio do Aterro do Flamengo e de lá até Botafogo.

Mas o Aterro não é tombado? Sim, mas a proposta não pressupõe nada que altere a paisagem. Hoje o sistema de BRS basea-se apenas em uma pintura de faixa azul de trafego continua no chão, câmeras de monitoramento e radares, que aparta o transito de veículos particulares dos coletivos. Esta simples reprodução do modelo segregaria o transito dos BRT dos demais veículos sem que mexam em uma folha de grama para implantação, já que hoje o Aterro já possui tudo isto. Durante a passagem no Aterro não haveriam estações, assim como hoje os ônibus que lá passam não possuem pontos para embarque ou desembarque de passageiros, cabendo apenas a Av. Nações Unidas, em Botafogo, esta estrutura.

Vantagens do projeto:

Na atual proposta da prefeitura:

1. O sistema de Metrô no Centro do Rio está sobrecarregado, e a atual proposta é de mais um sistema contribuindo com esta lotação;
2. Não há conexão entre os dois principais aeroportos da Cidade (Galeão e Santos Dumont);
3. Não atende a um grande publico que tem como destino a Zona Sul da cidade, considerando os oriundos da Av, Brasil ou os que saem do Centro e das Barcas com destino a esta região.

Na proposta aqui apresentada:

1. Haverá mais pontos de entrega do sistema, atendendo a um grande volume de cidadãos e turistas que tem por destino a Zona Sul ou o Aeroporto Santos Dumond;
2. Conecta os aeroportos sem impactar o tombamento do Aterro;
3. Atende também a uma grande demanda de conexão das Barcas Rio-Niteroi, hoje totalmente apartada de todos os planos de articulação de transporte da cidade.

Terminal em Botafogo:

Ao seguir pelo Aterro, os atuais pontos de ônibus hoje existentes em Botafogo seriam substitutos por estações, conforme propostas ilustrativas abaixo. Considerando que os locais aqui propostos já tem a largura necessária, com poucas intervenções da construção das estações e da ligação para pedestres. O custo é baixo com grande benefícios aos usuários da própria Transbrasil e das Barcas Rio Niterói.

Terminais do Aeroporto em diante:
Estação Santos Dumond, conectada a passarela já existente na Av. General Justo


Estação Enseada de Botafogo, conectada a passagem subterrânea já existente

Estação Terminal Mourisco, com espaço para manobra e para a faixa reversível de carros, sem grande impactos e com a ligação a passarela já existente

Fins de Semana:

Nos fins de semana o Aterro é interditado para converter-se em área de lazer. Considerando a grande redução de demanda, a estação Candelária poderá assumir o papel de estação terminal, reduzindo o trajeto do Transbrasil somente até o Centro, possibilitando o usuário a utilizar outros meios de transporte da região.